A fábula do Padeiro e do Designer – Parte II
Maio 4, 2007

café
Na parte I, o padeiro e o designer combinaram de se encontrar em um local neutro para conversarem sobre negócios…
O padeiro, que chegou uns 5 minutos antes do horário acertado ao tal lugar – um café que ficava próximo do trabalho dos dois homens – teve que esperar cerca de 10 minutos a chegada do designer – tempo suficiente para este, conferir todos os e-mails e agendas sincronizadas para ter certeza de que nenhum compromisso havia sido esquecido ou estava atrasado – para a reunião de negócios que teve início.
Durante a reunião, vários aspectos foram abordados, tais como o problema de logística enfrentado pelo padeiro, a falta de sincronização entre suas duas filiais, a diferença que se tornara incômoda entre a qualidade de uma padaria em relação à outra e os problemas de identidade gráfica e marketing, que não existiam.
As soluções deveriam então ser estudadas pelo designer em um projeto importante que merecia grande tempo e preocupação de cliente e atendente, mas o padeiro não entedia o valor que seria cobrado pelo projeto, uma vez que ele entendia que os únicos problemas que ele tinha eram que seus produtos eram fabricados com farinhas diferentes, por pessoas diferentes, com relógios diferentes e sua padaria não tinha um desenho bonito na marca e que ele nunca fazia propaganda.
O designer, em contrapartida perguntou ao padeiro o porquê de seu pão francês ser tão caro, já que era um produto comum e que qualquer pessoa poderia fazê-lo. O padeiro esbugalhou os olhos, contorceu o bigode, ajustou a franja careca e estalou o pescoço se retorcendo por inteiro com a indagação do jovem designer e começou a esbravejar sobre a arte de fazer pão e toda a história da receita da massa e tempo para assá-la que sua família a tanto tempo desenvolvia e especializava, assim como a importância da matéria-prima selecionada e de primeiríssima qualidade entre o valor dela e do tempo que era preciso para que tudo isso fosse preparado, planejado, realizado e finalizado para finalmente oferecer aos famintos e gulosos fregueses tão felizes que ele tinha conquistado.
Depois de algum tempo explicando sobre como fazer pães para justificar seu preço cobrado, o designer assentiu com a cabeça dizendo “Muito bem senhor padeiro, entendi perfeitamente sua posição em cobrar este valor pelo pão saboroso que é produzido. Pois então, meu trabalho também tem várias etapas e processos que vou explicar para o senhor entender o valor do valor que é cobrado por ele”.
O padeiro surpreendeu-se com a quantidade de coisas que são necessárias para realizar as tarefas propostas pelo designer, mas em apenas 5 minutos de explicação ele se deu por satisfeito e concordou em realizar e pagar o valor da qualidade do trabalho que seria entregue pelo designer.
Alguns meses depois, o padeiro viu que seu investimento havia sido muito bem empregado e suas duas padarias agora rendiam valorem bem próximos, com grande aumento na margem de lucro e satisfação dos seus clientes.
O padeiro e o designer nunca mais se encontraram pessoalmente, pois agora o designer podia comprar seu pãozinho na padaria mais próxima e o padeiro se reunia com o designer através de e-mails e conversas em tempo real, pela internet.
Ah, antes que eu me esqueça: eles viveram felizes para sempre!
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1.
freakcode | Maio 5, 2007 at 4:19 pm
Aí o designer acordou e viu que tudo não passou de um sonho?
2.
edy abreu | Maio 7, 2007 at 2:41 pm
“Em diversas tradições culturais e religiosas o sonho aparece revestido de poderes premonitórios.”
fonte: wikipedia
quem sabe? hehehe..
3. A fábula do Padeiro e do&hellip | Julho 13, 2007 at 1:30 pm
[...] Continua… aqui! [...]
4. Enquanto isso, na sala da&hellip | Maio 6, 2008 at 4:36 pm
[...] Se investíssemos os mesmos vários centavos em midias tradicionais, iríamos atingir praticamente o mesmo público de sempre (eu disse praticamente). Então, qual o problema de atingí-los com menos impacto para utilizarmos alguns centavos em uma mídia dinâmica, participativa e ágil (pergunte-me como) levando em consideração que corremos o belo risco de atingirmos o público tradicional e, muito além, acertarmos headshots em novos malucos com pré-disposições incendiárias aliviando-os de tensões mundanas com bons conteúdos educativos e realmente prazeirosos, a mobilidade dos ramos de investimentos torna-se factível (para não dizer lógico) em todos os aspectos sócio-econõmicos e culturais. No fim, será que já podemos constatar que a resistência acabará? tam, tam, taaaaaaam! *Conheça o padeiro nas partes I e II. [...]
5.
gilson maciel | Novembro 16, 2008 at 8:15 pm
muito bom o olho do dono que engorda a boiada